Minha imaginação vagueia pelos caminhos de tuas
imagens. Imagens que me fascinam.
A renda preta que emoldura tuas pernas me deixa ver
as portas do céu. O jeito excitante que tens
de configurar-se como uma vestal grega. Uma santa impura. Pernas cinematográficas.
Provocantes.
Vejo teu corpo lânguido sobre a cama. Lábios cheios
de promessas. Seios fartos, numa ode à luxúria, ao tesão e ao sexo desmesurado.
A mesma renda preta, que me enche os olhos, esvazia
minha mente num delírio de possuir-te... Tuas pernas se cruzam numa provocação
explícita, que me acelera os movimentos
(de corpo e alma).
Minha língua, nesse momento pára sobre teus seios e
os buscam no frêmito de uma ausência desmedida. Aceito-a, como parte do vazio
de minha vida.
Coloco-te naquela posição da imagem. Minhas mãos
afastam tua renda, expondo o íntimo que mais almejo conhecer... Lambo-te o sexo, lambo-te o buraquinho
glorioso, sinto o gosto de teus fluidos, sinto a aspereza delicada de seu ânus
que me acaricia a língua e penetro tua vagina com minha língua. O almíscar que exalas marca meus sentidos. Inebria-me.
Tuas mãos me conduzem à alça de tua calcinha,
estimulando-me a desnudar-te.
Reforço meus movimentos de língua e sinto o
arrastar de teus “ais”. Me pedes que a
faça chegar ao fim, com minha língua em teu sexo. Descubro-o. Exploro-o com
habilidade. Acaricio teu grelo
delicioso com minha língua. Um poema de paixão sem palavras. Teu
cheiro de fêmea me derruba como uma estrela cadente...
Introduzo meu dedo carinhosamente em teu cuzinho.
Sinto-o abraçar-me o dedo na tentativa inútil de me deixar sair. Teu gozo abundante me queima a língua.
Sorvo-o. Néctar de meus desejos mais escondidos... Me pedes que a penetre.
Me ofereces a visão de teu cuzinho e tua
bucetinha... sem nenhuma censura.
Brinco com meu pau em tua racha molhada... penetro-te
com força. Uma. Duas. Três estocadas me bastam para chegar ao gozo que inunda
de brilho teu íntimo...
Chego ao fim, com o gozo espesso da paixão que me
inunda a palma da mão.
A palma de minha mão se transforma, por um átimo de
tempo, no teu sexo glorioso.
Minha palma da mão recolhe meu gozo, o gozo que venho
guardando, há tempos, para ti.
Sei que é um sonho, apenas uma ilusão.
Mas por ti, vale o sofrimento do desespero de tua
ausência. Por ti, vale a desilusão de ver
meu gozo escorrendo pela mão.
As mãos que te escrevem poemas hoje se transmutam
em teu corpo.
Vale a pena pensar em ti. Vale a pena ter-te em
meus momentos íntimos de prazer.
“És dona desse gozo que hoje
Se perde no chão do meu banheiro.
És dona de mim.
Dona dos pobres e pequenos versos
Que deixo para ti.”