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quarta-feira, 24 de junho de 2015

MINHA BOCA NA FLOR ESMAGADA DO TEU SEXO

"Num impudor de estátua ou de vencida,
coxas abertas, sem defesa... nua
ante a minha vigília, a noite, e a lua,
ela, agora, descansa, adormecida.

Dos seus mamilos roxo-azuis, em ferida,
meu olhar desce aonde o sexo estua.
Choro... e porquê? Meu sonho, irreal, flutua
sobre funduras e confins da vida.

Minhas lágrimas caem-lhe nos peitos...
enquanto o luar a numba, inerte, gasta
da ternura feroz do meu amplexo.

Cantam-me as veias poemas nunca feitos...
e eu pouso a boca, religiosa e casta,
sobre a flor esmagada do seu sexo."
                                                           Cântico. Poema de José Régio (17/set/1901 - 22/dez/1969). 
Pseudônimo de José Maria dos Reis Pereira 
(escritor português -  que viveu grande parte da sua vida na cidade de Portalegre).


sábado, 20 de junho de 2015

DA DOÇURA QUE ÉS....

Quero a doçura de te amar "ad aeternum"
A doçura do teu cheiro que impregna meus sentidos..
O gosto do teu gozo em minha língua ávida.
Sentir a ventura de te possuir por trás...
Subjugar-te, com o ímpeto de minha paixão.
Dar-te, em retribuição, a chuva de amor que me esvai
E que recolhes, como o oceano de ternura de tua boca.
 
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

AS VÁRIAS LÍNGUAS DO AMOR...

 WHAT LANGUAGE DO YOU SPEAK ? 
QUELLE LANGUE PARLEZ-VOUS?
WELCHE SPRACHE SPRECHEN SIE?
ما هي اللغة التي تتحدثها؟
QUÉ IDIOMA HABLAS?
ZEIN HIZKUNTZA HITZEGITEN? 
QUÈ LLENGUA PARLES ?
あなたは何語を話

 
 
 
 

domingo, 14 de junho de 2015

PERDAS E TROCAS...

Não posso mais ter teu corpo,
Onde meu gozo escrevia um rastro de estrelas.
Não posso mais dar-te beijos.
Dou-te versos e  doces palavras,
Que jorro dentro de ti.
Em troca de tua ausência,
Dou-te a essência dos poemas meus.
Não tenho mais a seda dos teus ouvidos,
Para sussurrar meus delírios de céu.
Dou-te palavras murmuradas e gemidos
Na seda do papel.
                               PDR, junho de 2015

sábado, 13 de junho de 2015

FUSÃO

"Enterro-me em ti, com o desespero de minha carência.
Enterro-me forte. Alucinadamente. Desesperadamente.
Desenterro-me com a necessidade de entrar e sair de teu corpo.
Como se a cada estocada, eu pudesse multiplicar meu amor.
Sinto a umidade do teu interior. A umidade que me seca a alma.
Sinto o estremecer de teu corpo a cada instante que penetro-te.
Observo a paisagem alucinante que é teu corpo sob meu domínio.
Desfaço-me em gozo, paixão.
Minhas enterradas são a transformação física na qual nos desfazemos.
Nosso amor é sólido e nosso gozo é líquido."
                                                                        PDR, junho de 2015
 
 
 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

TRAVESSURAS

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto nossas pernas...
Diz com que pernas eu devo sair...
                                                      (Chico Buarque in 'Eu Te amo')
 

terça-feira, 9 de junho de 2015

MENTIRA...

Falei que pensava em ti o tempo todo.
É mentira.
O tempo é infinito...não posso tê-lo todo,
Então só penso em ti de infinita forma,
Como ato contínuo de meu viver.
Disse-te, também, que estás comigo em todos os meus pensamentos.
Perdão pela mentira.
Estás comigo apenas nos pequenos pensamentos.
Os grandes, eles já te pertencem. Os grandes, já são você....
                                               PDR, fevereiro de 2012




domingo, 7 de junho de 2015

DOMINGO SEM POEMAS

Hoje não tenho poemas. Nem versos, nem trovas. Hoje tenho aquela vontade comum que me corrói o desejo: 
A primeira é lamber tua bucetinha e teu cuzinho até a língua secar
Botar meu pau na tua boca e deixar que você me chupe até quando quiser                                                                                        
Comer tua bucetinha gostoso.... comer, foder, encher-te deamor
O fechamento com chave de ouro

sexta-feira, 5 de junho de 2015

VINGANÇA

Há lágrimas. Há provas irrefutáveis que chorei por ti
Nessa cama onde trocamos carícias indescritíveis.
Há evidências aparentes de que foste minha.
Que nos pertencemos bilateralmente.
Há sinais claros em nosso lençol, que houve 
Um gozo íntimo, ardente, eterno, duradouro de nossos corpos.
Nesse mesmo lençol, o cheiro de teu sexo me provoca, me fustiga 
Me inferniza a vida, me deixa inerte.
Nessa cama, onde deixastes suores, travesseiros com cheiro de teus cabelos
Nessa cama, que ouviu teus ais e tuas promessas de amor infindo.
Hoje, sinto-me ainda dentro de tua vagina, De tua boca. De teu ânus.
Mais saiba que ainda estás dentro de mim.
Aqui dentro desse coração. Dentro de minha alma e meus sonhos.
De lá não sairás jamais.Aprisionada.
Assim me vingo de ti.
                                                                           PDR, no dia 15 de abril de 2013


terça-feira, 2 de junho de 2015

TINTA INDELÉVEL

Eu queria ser a página em branco de tua vida.
Nela, eu escreveria o meu mais puro poema de amor...
Onde nos encontraríamos e contaríamos
Os rabiscos da tinta indelével de nossa história.
                                                                               PDR, junho de 2015