Hoje, a poeta portuguesa Luisa Demétrio Raposo nos visita e nos deixa um excelente poema, transcrito de seu blog Vermelho Canalha, imperdível pela força poética dessa que é representante da nova geração de poetas portuguesas. Existem várias citações sobre ela na blogosfera. Centenas de citações, contendo biografia e obras, das quais eu destaco, A truca e o blog do Antonio Miranda.
ÁLEA:
"A carne a
essência elevada que ergue a precisão em desespero do céu.
O sexo, o deus
paralelo ao prazer, um verbo possante. O corpo após corpo a oferecer guarida ao
coito.
A seiva franca nada-lhe ao ouvido na dupla que os dedos anseiam.
Um
pênis, Astro.
Quero esconde-lo, primeiro na boca, depois entre os seios,
esconde-lo a meio lodo e fornicar em desespero, com força e sem ponta de
vergonha, alcatroando-o até ao ultimo empurrão em que a imagem eclode e a
sombra cheia enegrece inteiramente os pentelhos desgrenhados.
Luísa Demétrio Raposo





















