Ainda tenho aqui comigo, aquela ternura antiga.
A que eu havia prometido nas tardes ocultas
E
pecaminosas, onde nos escondíamos do pecado
De
nossas traições. E de nossos sofrimentos.
Jurei-me esquecer de ti!
Eu preciso, necessito, esquecer
de ti
Eu quero me esquecer de ti.
Mas eu te encontro em qualquer mulher
Onde jorro meu gozo insatisfeito.
Eu te acho na face escura
de uma mulher mundana
Onde beijo a tua face e teus
lábios.
Te encontro em todos os corpos de mulheres.
Mas a ti e teu corpo glorioso
Eu não encontro. Não estás.
PDR, junho de 2016






















