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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

CAMONIANA: SONHO E ESPERO!

"Sonhar-te é meu maior tormento.
Já  dei-me conta que és sonho vão e tardio,
Pois és  de minh'alma o alimento,
E aqui nesse peito mora um coração vazio. 

Esperar-te é um instante de doce tormento
E por mais que  esse seja fugaz e breve,
Teu amor é mais que ardor e sofrimento,
É aquela dor de amor, que me faz a vida leve.

Possuir-te, ó incontido, doce e sutil engano
Que soprou em mim do amor, o vento
E eu a buscar-te nas ondas do oceano.

O amor que nunca tive e a sorte e o intento
De fazer-me em ti o meu mais divino plano.
Falhei-me em ventura, sonho e contentamento."
                                                           PDR, abril de 2015

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

VERSOS DITOS PELA BOCA

"Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem para te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim para te oferecer

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor,eu não tos digo ainda.
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz.

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu não dei,
Guardo os versos mais lindos que te fiz!" 

Florbela Espanca, poeta portuguesa,   (Vila Viçosa8 de dezembro de 1894 — Matosinhos8 de dezembro de 1930)  in "Os versos que te fiz"




A LENTA E GLORIOSA VIAGEM

"Quero viajar lentamente
Para dentro de ti.
Lentamente, descobrir dentro de teu útero
Caminhos que ninguém nunca percorreu.
Quero a lentidão de percorrer os caminhos inóspitos
De teu ventre.
A quietude de ser a bissetriz que corta o vértice de tuas coxas abertas.
Jorrar, dentro de teu âmago, minha poesia líquida
E sentir o espanto e os espasmos de teu gozo acolhedor."
                                                             PDR, Julho de 2016

terça-feira, 6 de agosto de 2019

A DOÇURA DA ESPERA

"Foi tanta espera...
Mas quem me dera!
Saber que agora
É a nossa hora..."
                                           PDR, fevereiro de 2001
 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

PENUMBRA

Quero a intimidade de tuas pernas,
Enlaçando-me  o pescoço,
Na doce agonia da asfixia íntima.

Quero tua boca,
Com sede de meu gozo,
Numa sede infinita.

Quero os segredos  que me contas
E nosso riso incontido que nos  rimos
Após desfalecermos juntos de prazer.
                                            PDR, abril de 2016