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sábado, 10 de agosto de 2019

VINGANÇA

Há provas irrefutáveis que chorei por ti
Nessa cama onde trocamos carícias indescritíveis.
Há evidências aparentes de que foste minha.
Gozamos juntos, um gozo íntimo, ardente,
Nesse mesmo lençol, o cheiro de teu sexo me provoca, me fustiga 
Nessa cama, onde deixastes suores, travesseiros com cheiro de teus cabelos
Nessa cama, que ouviu teus ais e tuas promessas de amor infindo.
Hoje, sinto-me ainda dentro de tua vagina, de tua boca, de teu ânus.
Mais saiba que ainda estás dentro de mim.
Aqui dentro desse coração.
Dentro de minha alma e meus sonhos.
De lá não sairás jamais.
Aprisionada.
Assim me vingo de ti.
                                                                           PDR, no dia 15 de abril de 2013




sexta-feira, 9 de agosto de 2019

CAMONIANA: SONHO E ESPERO!

"Sonhar-te é meu maior tormento.
Já  dei-me conta que és sonho vão e tardio,
Pois és  de minh'alma o alimento,
E aqui nesse peito mora um coração vazio. 

Esperar-te é um instante de doce tormento
E por mais que  esse seja fugaz e breve,
Teu amor é mais que ardor e sofrimento,
É aquela dor de amor, que me faz a vida leve.

Possuir-te, ó incontido, doce e sutil engano
Que soprou em mim do amor, o vento
E eu a buscar-te nas ondas do oceano.

O amor que nunca tive e a sorte e o intento
De fazer-me em ti o meu mais divino plano.
Falhei-me em ventura, sonho e contentamento."
                                                           PDR, abril de 2015

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

VERSOS DITOS PELA BOCA

"Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem para te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim para te oferecer

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor,eu não tos digo ainda.
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz.

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu não dei,
Guardo os versos mais lindos que te fiz!" 

Florbela Espanca, poeta portuguesa,   (Vila Viçosa8 de dezembro de 1894 — Matosinhos8 de dezembro de 1930)  in "Os versos que te fiz"




A LENTA E GLORIOSA VIAGEM

"Quero viajar lentamente
Para dentro de ti.
Lentamente, descobrir dentro de teu útero
Caminhos que ninguém nunca percorreu.
Quero a lentidão de percorrer os caminhos inóspitos
De teu ventre.
A quietude de ser a bissetriz que corta o vértice de tuas coxas abertas.
Jorrar, dentro de teu âmago, minha poesia líquida
E sentir o espanto e os espasmos de teu gozo acolhedor."
                                                             PDR, Julho de 2016

terça-feira, 6 de agosto de 2019

A DOÇURA DA ESPERA

"Foi tanta espera...
Mas quem me dera!
Saber que agora
É a nossa hora..."
                                           PDR, fevereiro de 2001