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segunda-feira, 26 de março de 2018

ESPIRAL INFINITA

Hoje, acordei novamente, sem ti.
Sonhei-te em cima de mim,
Minha língua enterrada em teu sexo
Tua boca acolhendo o meu.
Sonhei-me nu no tapete de tua pele.
E na espiral infinita de nossa loucura
Nos transmutamos, nos desfiguramos
Nos tornamos íntimos de nossos anseios.
Nos fizemos alma e gozo.
Imortais apelos de nossos sonhos.
                                                             PDR, Abril de 2015.

domingo, 25 de março de 2018

DELÍRIO - OLAVO BILAC

"Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...."
                                                   Delírio - Olavo Bilac ( 16 de dezembro de 1865, RJ - Brasil
                                                                                        28 de dezembro de 1918, RJ Brasil)


sexta-feira, 23 de março de 2018

MEU NORTE!


"Tua nudez é minha sorte.
É meu norte.
Amo tua pura e doce nudez
Com toda minha sensata insensatez.
Tua nudez é meu guia
Meu farol
Quero-te nua à noite e dia
És minha luz, meu sol."
        PDR, março de 2018


segunda-feira, 19 de março de 2018

HAIKAI: ESTRADA

Minha Estrada:  Teu corpo
Destino: Prazer Infinito
Preço: Amor eterno!
            PDR, março de 2018 

sexta-feira, 16 de março de 2018

SOU O DONO DO MUNDO

Tenho você! Tenho teu corpo!
Tenho, então, o Sol e toda sua luz.
Você me pertence...
Sou dono, portanto, de Céu e todas as estrelas.

Tenho teu amor!
Sou único dono do tesouro maior!
Sou o pirata dono do mar
Infinito de prazeres que é teu corpo.

Não tenho nenhuma riqueza a desejar.
Minha riqueza são as cavernas e vales
Que teu corpo me oferece.
Nas horas íntimas em que nossos corpos se fundem.

Num  laço em que não há força nenhuma
Nem no céu nem na terra
Que possa restringi-lo.
                PDR, março de 2018



quarta-feira, 14 de março de 2018

A VAGINA


¨É cálida flor
E trópica mansamente
De leite entreaberta às tuas
Mãos

Feltro das pétalas que por dentro
Tem o felpo das pálpebras
Da língua a lentidão

Guelra do corpo
Pulmão que não respira

Dobada em muco
Tecida em água

Flor carnívora voraz do próprio suco
No ventre entorpecida
Nas pernas sequestrada.¨  
            Maria Teresa Mascarenhas Horta  (Lisboa -  20 de maio de 1937)


terça-feira, 13 de março de 2018

FEBRE DE AMOR

Meu corpo arde de febre
Da febre incontida de te amar.
Minha voz  febril
Ousa dar vida à própria voz de teu corpo.

Minha voz incontida
Ousa dar voz a meu corpo.
Que arde de vida
Em febre de te amar.
  PDR, março de 2018

sábado, 10 de março de 2018

IMPÁVIDA E ANÔNIMA PERFEIÇÃO

 Uma leitora anônima mostra-se aqui no PDR. Exuberantemente perfeita. Explosão-vulcânica de mulher, que só tem um defeito: É deliciosa demais!   Uma declaração de beleza em verso e fotos: 
“Corpo mais que lindo
Um horizonte de prazer infindo
Corpo, seios e pernas
Belezas etéreas e eternas

Teu sexo é jóia rara e preciosa
Caverna-descoberta em verso e prosa
Flor-buceta que inspira e excita
Vagina-flor, úmida, sensual e explícita.

Olhar-te é vínculo glorioso
Com o prazer denso, luxurioso
Querer-te de forma intensa
Língua, dedo, pau-guloso e paixão imensa."
                        PDR, março de 2018


sexta-feira, 9 de março de 2018

CADEIRA

"Eu quero  sentir o teu corpo pesando sobre meu rosto..."
                                                 

quinta-feira, 8 de março de 2018

AMOR HETERODOXO

"Quero o paradoxo
De um amor heterodoxo.
Quero-te por trás
Pois quero te ter pela frente
Pelo resto de minha vida..."
     PDR, março de 2018


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

DESCANSO

¨Meu amor,
Que tua língua 
Se canse
E descanse
Em meu corpo.
Que a minha língua retribua¨
                 PDR, fevereiro de 2018       

    

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

VISÃO DE TEU CORPO

"Quero-te assim,
Possuir-te de forma inusitada.
De forma apaixonada.
Onde eu pudesse ter a visão do teu corpo
Nua e Pura.
Sem censura."
          PDR, fevereiro de 2018.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O ALTAR DE TEU CORPO

E diante do altar de teu corpo
Farei dele um trono de paixão
Onde depositarei meu amor e minh´alma
E serás minha e serei  teu
E farei de teu corpo
Uma explosão de prazeres
Um tapete de flores
O caminho que traço para o meu próprio infinito....
                                                PDR, fevereiro de 2018


domingo, 18 de fevereiro de 2018

AMOR ETERNO


Amar-te é mais que um ato físico
É um ato de profunda redescoberta
É um mergulho na tua essência

Amar-te é conjugar o sexo e a paixão
Substantivos que se tornam
O Verbo de minha vida: Viver!
E nos prometemos amor eterno!
                         PDR, fevereiro de 2018

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DEVOÇÃO

Lamber-te é meu ato maior de paixão
É minha devoção estabelecida
É a dependência que meu corpo tem do teu...
Te chupo na ânsia de proporcionar-te
O maior prazer do mundo...
De oferecer-me à doce escravidão de teu corpo...
Te amo com a língua, duplamente:
Falar-te de amor e fazer-te amor
Tornando-me cada dia mais seu...

O gozo que me dá teu gozo é indizível...
Bebo-o, com o gosto do néctar de qualquer estrela
Que ilumina tua noite...

                    PDR, fevereiro de 2018


sábado, 3 de fevereiro de 2018

UNIVERSO DO TEU CORPO

A impossibilidade de fazer-me teu
Me alucina
A incapacidade de tocar teu coração
É minha sina. 

Olho teu corpo como uma miragem
Palpável
Imagino-me teu amante amado
Inalcançável. 

Resta-me o consolo de sonhar-te, e amar-te
Como se hoje fosse o último dia.
Pois teu corpo é a linha tênue
Que separa meu desespero de meu amor. 
PDR, fevereiro de 2018

sábado, 27 de janeiro de 2018

ENTERRO-ME EM TI

"Enterro-me em ti, com o desespero de minha carência.
Enterro-me forte. Alucinadamente. Desesperadamente.
Desenterro-me com a necessidade de entrar e sair de teu corpo.
Como se a cada estocada, eu pudesse multiplicar meu amor.
Sinto a umidade do teu interior. A umidade que me seca a alma.
Sinto o estremecer de teu corpo a cada instante que penetro-te.
Observo a paisagem alucinante que é teu corpo sob meu domínio.
Desfaço-me em gozo, paixão.
Minhas enterradas são a transformação física na qual nos desfazemos.
Nosso amor é sólido e nosso gozo é líquido."
                                                                        PDR, junho de 2015
 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A FLOR DO TEU VENTRE

Nem sei o que faço
Dessa flor inóspita e inatingível
Que carregas no teu ventre
De mulher-amante

Não sei o que  eu faço de ti.
Cujo corpo me corrompe os sentidos
E que me deixa os orgasmos
Saciados a cada instante.

Nem sei o que faço de teu sexo
Meu mundo, meu nexo.
Quero-o todo por inteiro
Olhá-lo, comê-lo, por fora e  por dentro.
                       PDR, janeiro de 2018



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

TUA VAGINA

Tua vagina  é áurea flor.
Impulsiva, otimista e generosa
Copo-de-leite que se abre e fecha ao sabor
De nosso tempo.

Tua vagina é flor
De pétalas invertidas
Que captam e adornam o pênis
Pistilo invasivo
E recobre o leite do bico
Do pênis-beija-flor.

Tua vagina tem vida própria.
Meu pênis tem vida própria
E ambos se fizeram uma só vida
Em uníssonos prazeres.
                      PDR, Janeiro de 2018 



segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

AS NÁDEGAS

¨Porque das nádegas
a curva
sempre oferece
a fenda
o rio
o fundo do buraco

Para esconso uso do corpo
nunca o fraco
poder do corpo em torno desse vaso

Ambíguo modo
de ser usado
e visto

De todo o corpo
aquele
menos dado

preso que está já
do próprio vicio
e mais não é que o limiar de um ato.¨
                      Maria Teresa Mascarenhas Horta escritora e poetisa portuguesa
                      Nasceu a 20 Maio 1937 em Lisboa, Portugal